Renovar o armário, o repertório
Revolver a alma, a rima
Armar-se da calma, do clima
E devolver-se ao começo.
Relembrar que um dia
Havia a pureza baunilha
Em vez do fermento da experiência.
Atirar contra ti num bilhete
Este amor inconsequente
Insistente, bobo
Bom.
Desmofar o morango esquecido
Numa desbotada lancheira da infância.
Desnudar a alma armada com a elegância
De um singelo e bem-apessoado
Novo poema de amor.
CRiga.


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