quinta-feira, 23 de abril de 2026

Troque a roupa da poesia

 


Renovar o armário, o repertório
Revolver a alma, a rima
Armar-se da calma, do clima
E devolver-se ao começo.

Relembrar que um dia
Havia a pureza baunilha
Em vez do fermento da experiência.

Atirar contra ti num bilhete
Este amor inconsequente
Insistente, bobo
Bom.

Desmofar o morango esquecido
Numa desbotada lancheira da infância.

Desnudar a alma armada com a elegância
De um singelo e bem-apessoado
Novo poema de amor.   

CRiga.




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