Sim, não me sento no trono de um apartamento.
Não, eu não tenho tempo pra saber se aguento.
Já aviso – sem tempo e sem porque
Você sabe bem onde isso vai dar.
Sim, pode ser na morte
Destino certo de quem é vivo.
Mas à sorte, sim
Procurando sentido no que parece vivo.
Mas é difícil, e como é!
Não é questão de ser demais seletivo –
É esta a vida que te acontece
Ou não acontece.
Cansa viver de vazio.
Cansa saber que não posso tudo o que quero
E muito mais não saber o que de fato quero.
Não me espera, me deixa.
Não é entrega nem rudez.
É apenas um cansaço morno no peito
Um “aceito” o que vier, o que tem de ser
Que seja na minha trilha então!
Na obrigação daquele seco “ter que”
No chato “arrumar um jeito”
De apenas sobreviver.
CRiga.







