Quando eu voltar do futuro
Numa blitz à meia-noite,
Eu não quero olhar para o relógio
Nem me comover parado no tempo
Polindo o cinza de um Fork Ka selvagem
Num dia ensolarado
Numa estrada que tem nome de funil.
Eu não espero a abóbora carruagem
Nem a bicicross cruzando a lua cheia.
Eu já aprendi a superar as tragédias do mar.
Já apunhalei a bruxa velha da Branca de Neve
Dormindo tranquila na cama do meu pai.
Já tive o privilégio de quebrar o vidro caro
Por alguma confusão de amor.
Já falei do vento que te levou.
Já falei do tempo
E de Drummond.
CRiga.




