Até aprender que noite nenhuma mais me derruba
Que você não passa mais por esta rua
Que não adianta vagar de bar em bar
Cruzar a cidade pra encontrar ninguém.
Até entender de novo dos céus do meu outono
Reconhecer que os meus braços ainda são um bom lugar
Que os meus planos ainda fazem muito sentido
E que o meu melhor amigo mora em mim.
Até lá
Sabe-se lá o quanto isso vai levar do meu espírito!
Perdido há milênios ele já percorre todas as distâncias
Entre as chamas de todos os infernos de fim de linha.
No final
Eu procuro apenas um céu de amarelinha –
Um algodão doce de nuvem gigante no fim da tarde
Que me devolva o bobo talento de ver bichos
Fadas, amores
E notas musicais.
* “João e Maria” - Chico Buarque/Sivuca
CRiga.






