Não ligo pra café, não gosto de carnaval
Desligo minha rede social
Tiro minha barba, não quero ser igual
Eu sobrevivo o invisível da multidão.
Eu não te odeio, mas também não te quero mais
Eu só espero que você me deixe em paz
Para trás, que seja, em qualquer porão
Isso não é uma competição.
Eu não vou ao samba porque você resolveu gostar
De sambar, de beijar.
Eu não vou beijar porque você resolveu “curtir”
Não vou sair à procura de substituição.
Eu vou é para o rock que era “nosso”
Apenas pular cantar dançar gritar
Porque é isso que eu sei fazer
Sem precisar me entregar a ninguém.
Sem precisar deixar de ser autêntico
O garoto tímido da paz dos olhos azuis
Que não vai querer usar ninguém
Pra se sentir vivo ou melhor que alguém.
CRiga.


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