Pelos meus cálculos o resultado
Acaba sendo sempre o mesmo –
Zero, um vazio imenso na noite em branco.
Prova dos nove.
Prova de fogo.
No final do jogo o que não sei de fato
É apenas te esquecer.
Pra disfarçar à mesa do bar
Enquanto espero você chegar
Finjo que falo com alguém
Que planejo algo importante.
Eu já não tenho mais aquela voz
Pra acompanhar o refrão de “Black”.
Mas o que aprendi muito bem
Nas noites escuras que você não vem
É assassinar expectativas.
Nisso me tornei o melhor
E mais perigoso serial-killer da cidade.
Metódico
Preciso
Indiferente
Anônimo.
Minhas pistas são poemas
Meus motivos, meus dilemas
A polícia dos teus olhos
Nunca vão me capturar.
Sequestrar tua sombra apenas num boato
O cálculo exato do crime perfeito:
Prendê-la então no frio cativeiro
O porão escuro que plantaste faz tempo
Bem no fundo deste peito.
CRiga.


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