Já havia aquele amargor
No doce que a gente tentava da
receita.
Havia aquele buraco de certa dor
Remendado numa velha máquina de
costura.
Uma cozinha cheia de temperos
Destemperando um casamento.
Uma porra de política pandêmica
Jogando terra nessa cova sempre rasa.
Eu fiquei em casa cuidando de coisas
Que eu achava serem eternas.
Eu fiquei parado no tempo
enquanto
Você se redescobria
Sem as receitas que você me ensinou.
Só que eu fiquei, tudo bem,
Na trama insana do cotidiano.
Vai com quem e qual deus
acreditar.
Aqui por enquanto
Tem a dor que você precisa saber:
Aquela que até o ateu suplica a
Deus
Uma mão tranquila sobre um
coração.
CRiga.


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