sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Carro velho

 

Tinha aquele som na música que parecia
A campainha, mas você nunca que voltava!

Era só um som metafísico, um desejo
Doeu enquanto eu te esperava. Mas passou.

Agora é nova a dor, olha que sorte!
Poder esperar os sons, o carro na vaga
Ou não – você vagando encontrando estacionar.

Tudo roda e roda e para no mesmo lugar.
Uma espera que não cessa
Uma pressa de morrer tão logo.

A naturalidade de sair com moral
Num carro velho ou num ônibus qualquer.

Que sejam então o que forem os caminhos
Mesmo cruzando na avenida
Com tua simples vontade linda
De apenas ser feliz.

CRiga.




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