domingo, 28 de setembro de 2025

Paulista

 


Não quero encontrar traduções de mim
Nas canções que já conheço tão bem.

Eu não serei o melodrama brega e barato
postado em praça pública
Nem o palhaço que chora depois da obrigação do espetáculo.

O que você vê sou eu mesmo
Sem máscaras, amarras, mágoa ou raiva.

O que você vê é o mesmo tênis azul que guardei
para ocasiões especiais
A camiseta que já não é mais nova
E a bolsa carteiro resgatada do mofo de um guarda-roupas agora com espaço.

Eu sou esse mesmo, eu falo, eu escrevo,
eu amo, eu desejo.

Eu serei esse mesmo
Olhos azuis devolvendo gentilezas
Um passo de cada vez e um sol de primavera
No peito aberto à faca do bendito reencontro
Comigo
No topo na avenida de uma vida pra caminhar.

CRiga.




Nenhum comentário:

Postar um comentário