segunda-feira, 1 de setembro de 2025

O segredo entre os lábios

 


À busca-captura do espião
Anarquiza, devassa
E na ponta da língua
Arma a louca peleja de esgrima.

Depois denuncia, devaneia
Boca no mundo sorve o abrigo
O doce crime sabor pêssego morno
Ou veluda manga da estação.

Na invasão incendeia o esconderijo
Consumindo os segredos quentes
E o fogo toma todas as paredes
Até a queda depois da explosão!...

A chama que resta, então morna
Só emana saudades metafísicas...
A relva molhada, o cheiro da chuva
O gosto da fruta que sacia.

CRiga.




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