Não aposte tua vida na engravatada loteria.
Nem reposte a fácil verdade de graça da mercearia
Teu pão é amassado pelo amor do português
Não pelo ódio do diabo numa rede social.
Não aponte dedo nem arma
Nem monte o cavalo mais fácil
Sangre se preciso for a ferida da incompreensão
Pior é cavalgar ao lado de um fake capitão.
Não é questão de dar com o pau da bandeira
Na cabeça de qualquer um
Nem de rezar o texto improvisado e mal adaptado
Do Livro Sagrado das conveniências.
O tempo não é de coroar messias
Nem as tias do partidão.
Às vezes é melhor aceitar uma certa demência
Ou a decência de assumir-se apenas gente
Aquela que luta olhando pra frente
Sem passear na rua com político de estimação.
CRiga.


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