sexta-feira, 14 de março de 2025

Os noturnos

 


Os noturnos sabem bem
Onde apertam todos os calos.

Alguns
Simplesmente se calam.
Outros falam. E falam!
Ensaiando teorias.

Mas na madrugada serena
Quase na primeira fornada de pão
Sempre têm tempo de pedir perdão.

E com a mão acesa
Incerta seta apontada ao infinito
Também pedem sem maldade
A santa saideira da saudade.

Para Carlão

 CRiga.




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