segunda-feira, 10 de março de 2025

Eu

 


Eu, quando quero,
Não quero ser eu.

Eu, quando preciso falar de mim,
Prefiro a lucidez incomunicável.

Eu, quando existo no cotidiano,
Sou o perdido pedido de atenção.

Eu, eu, eu.

Eu, quando eu morrer,
Serei comido pela terra
Pela tua fera, tua era
Teu verbo.

Éramos e sempre fomos
Apenas um pronome.

CRiga. 


 


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