Minha energia te chama nos sinais
Mas teu escudo demais humano só rebate o meu calor
Com o torpor de um eterno inverno sem direção.
Sinto tua tristeza invadir a minha sala
Como um rio negro
Profundo, tenebroso.
Minhas lágrimas não são suficientes
Pra diluir os teus demônios.
O meu sorriso não aquece o porão
Que fazes questão de manter mofado.
Meu abraço vira cansaço.
Meu calor vira vulgaridade.
E a gente então se esquece
Sem maldade.
CRiga.


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