sexta-feira, 26 de junho de 2026

Um rio profundo

 


Minha energia te chama nos sinais
Mas teu escudo demais humano só rebate o meu calor
Com o torpor de um eterno inverno sem direção.

Sinto tua tristeza invadir a minha sala
Como um rio negro
Profundo, tenebroso.

Minhas lágrimas não são suficientes
Pra diluir os teus demônios.

O meu sorriso não aquece o porão
Que fazes questão de manter mofado.

Meu abraço vira cansaço.
Meu calor vira vulgaridade.

E a gente então se esquece
Sem maldade.

CRiga.



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