Não adianta chorar sobre a bebida derramada
Na noite dos cantores.
Bebida doce
E a menina enrolava a língua
Num púbere castelhano
E num inglês de pop sueco
Moreno latino americano.
Nem teve a chance de enrolar a língua
Também por doce embriaguez.
Não adianta se desculpar pela espanhola derramada
Entre os beijos, línguas
Que não queriam tradução.
Queriam apenas a luta ardente
Entre as bocas, o desejo –
Único idioma então corrente.
CRiga.


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