Enfim.
Eu estou aqui novamente procurando aviões no céu. Um sentido
que seja. Procurando o Cauê que sempre me deu paz.
Me lembro que eram cartas e fitas cassete. Até incenso pelo Correio.
Foram histórias, bruscas, inclusive. Você tem toda a razão do mundo em ser quem
você quer ser. Porque é você.
Mas eu fiquei. Parado. Olhando você não exatamente ir embora
– era você indo, apenas.
Mas, nessa novela, eu não quero ser teu amigo.
Nem preciso dizer que te amo, você já sabe. O quanto amo, o tanto que amo!
Mas até o amor precisa de ar, eu sei. Nem que seja aquele ar
que a gente se afoga pulando do precipício. Tá valendo!
É que dura um tempo no
pulo, um tempo grande até chegar lá embaixo. A gente nem tem a intenção de se
esborrachar – mas é necessário, sim, a gente
chegar perto da rocha e quase bater a cara na pedra. O truque é saber, de vez em
quando, apenas flutuar...
Porque bater de cara na rocha do litoral, convenhamos, a gente
sabe como é. E na verdade nem tem jeito de nunca mais bater – a diferença, como
diz o ditado, é aquela coisa do “água mole em pedra dura”.
Água mole e muito boa quando bate na pedra dura que sempre
esteve ali, não fura nada.
Só encontra outro curso.


Nenhum comentário:
Postar um comentário