domingo, 7 de dezembro de 2025

Longas cartas pra ninguém


Enfim. 

Eu estou aqui novamente procurando aviões no céu. Um sentido que seja. Procurando o Cauê que sempre me deu paz.

Me lembro que eram cartas e fitas cassete. Até incenso pelo Correio. Foram histórias, bruscas, inclusive. Você tem toda a razão do mundo em ser quem você quer ser. Porque é você.

Mas eu fiquei. Parado. Olhando você não exatamente ir embora – era você indo, apenas. 

Mas, nessa novela, eu não quero ser teu amigo.

Nem preciso dizer que te amo, você já sabe. O quanto amo, o tanto que amo!

Mas até o amor precisa de ar, eu sei. Nem que seja aquele ar que a gente se afoga pulando do precipício. Tá valendo!

É que dura um tempo no pulo, um tempo grande até chegar lá embaixo. A gente nem tem a intenção de se esborrachar – mas é necessário, sim,  a gente chegar perto da rocha e quase bater a cara na pedra. O truque é saber, de vez em quando, apenas flutuar...

Porque bater de cara na rocha do litoral, convenhamos, a gente sabe como é. E na verdade nem tem jeito de nunca mais bater – a diferença, como diz o ditado, é aquela coisa do “água mole em pedra dura”.

Água mole e muito boa quando bate na pedra dura que sempre esteve ali, não fura nada.

Só encontra outro curso.

CRiga. 


 

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