Agora só há uma coisa de que preciso muito, e você não vai
acreditar:
Chorar.
Por que chorar é agora tão difícil?
Essa dor que há
E não dispara louca pelo campo aberto
Feito belos cavalos
selvagens?
Eu espremo a alma, os olhos.
Torço o coração feito roupa recém-lavada
E nada
Nem uma lágrima vem.
Porque eu já disse lá trás -
“É preciso lavar a alma
Nem que seja à base
De um balde de lágrimas selvagens”.
Não conseguir chorar pra mim não é um bom sinal.
Ou é que espero a represa se romper
Ou que não mereço mais chorar.
Eu prefiro acreditar na segunda,
Mas não sei:
Vamos andando em frente do jeito que dá.
Talvez a próxima lágrima
Seja apenas a de alegria
De encontrar aquele velho e bom Cauê da paz.
CRiga.


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