É que quando a gente se encontra
É tão óbvio
Que falta poesia.
Isso justifica minha ausência,
Me desculpe.
Não que não seja inspirador,
Mas é porque quando finalmente a gente se encontra
Você arruma as coisas
E planeja uma viagem de fim de ano.
A gente sempre se encontra em casa
E tá ficando mesmo
Assim desse jeito
Meio apaixonante.
Mas é que amanhã vou me encontrar de novo
De malas, numa rodoviária de São Paulo.
E depois, eu sei, vou me encontrar com o outro
Que me surpreenderá!
Ele estará instalando o som na velha sala da sua alma
Num pedaço de universo
Que tem o verde e a esperança.
Ele estará apenas ressemeando
As velhas asas de suas costas
Num canto ali da terra ainda fofa
Numa casa da cidade de Piraju.
CRiga.















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