CRiga.
Da série "Discos que Marcaram"
Dos “Representantes Hors Concours”
CRiga.
Da série "Discos que Marcaram"
Dos “Representantes Hors Concours”
Há um Brasil que insiste
Invadir minha história de amor.
Trocam-se flores multicores
Pelo amarelo e vermelho –
As flores não ficam tão tristes
Desde os tempos de Vandré.
Trocam-se poemas por discursos.
A carta anônima romântica
Depositada na caixinha do correio
Vira fraca denúncia estampada
Em qualquer página de jornal.
Troca-se perfume por gás lacrimogêneo
Vestido chita por camiseta chiita.
Troca-se convite a um passeio
Por convocação a passeata.
Eu prefiro sim a flor roubada
À morta pisada no canteiro.
Um coração partido
A tomar partido do terror.
Há um Brasil que resiste
Se reinventar histérico
Na minha história de amor.
CRiga.
Ouvi pela primeira vez na casa do Elmo, e perdi o preconceito da fase Coverdale/Hughes.
CRiga.
Da série "Discos que Marcaram"
Dos “Representantes Hors Concours”
Vou quebrar os teus cristais
Rasgar o teu retrato.
Amaldiçoar o teu nome
Dizer mentiras sobre ti.
Roubar as chaves da tua casa
Queimar a tua casa!
Vou passar pelo beco escuro
Negar a esmola, olhar com pena.
E finalmente
Não irei ao teu enterro.
Porque ao lado do teu eterno leito
Enterrado há muito muito tempo
Eu já estarei lá te esperando
Com flores e um novo roteiro
Pra juntos a gente encenar.
CRiga.
(Caderno Azul, 1997)
Poderia escolher tantos outros - mas este me prendeu de forma diferente à época, por conta dos vários tipos de som do Led nesse disco.
CRiga.
Da série "Discos que Marcaram"
Dos “Representantes Hors Concours”