domingo, 6 de julho de 2025

Morrer de amor num filme de ficção

 

Vou quebrar os teus cristais
Rasgar o teu retrato.

Amaldiçoar o teu nome
Dizer mentiras sobre ti.

Roubar as chaves da tua casa
Queimar a tua casa!

Vou passar pelo beco escuro
Negar a esmola, olhar com pena.

E finalmente
Não irei ao teu enterro.

Porque ao lado do teu eterno leito
Enterrado há muito muito tempo
Eu já estarei lá te esperando
Com flores e um novo roteiro
Pra juntos a gente encenar.

CRiga.
(Caderno Azul, 1997)





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