sexta-feira, 18 de julho de 2025

Escravo de um perdão

 


Eu não tenho coragem
Pôr a prova
Não que eu seja covarde
É que eu te amo
Eu não tenho bagagem
Nem a hora correta
Não que eu esteja perdido
É que só tenho amor
Essa bússola quebrada cravada no peito que sangra os impropérios
Que se calam quando você grita, ofende, joga, assassina.

Eu não tenho dinheiro nem moral, eu sei
Nem lugar para ficar.

O que eu tenho é uma couraça gasta pelo tempo
A ponto de amassar por dentro, lâmina afiada
A ponto de cortar o ponto que nos une
Bem na veia violeta sangrando o perdão
Que você esqueceu de coagular.   

CRiga.




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