O que resta
Não tem festa
Nem fresta pra escapar.
Não tem alguém pra dizer
Nem um ‘vai ficar tudo bem’
Sensação de morte certa
A qualquer instante
E tudo bem.
O breaknews que te sacode no dia
Não devolve sentido às coisas à noite.
O que presta?
A mescla da vontade de dormir
À de não mais acordar?
O cheiro do asfalto molhado na avenida
E o som do pneu dos carros que não cessam
Nos dias chuvosos e sem direção.
A sensação de solidão eterna eterna
Ninguém ninguém te acompanha
Te dá a mão pra sair da cama
Ou simplesmente te compreende.
Uma vontade de chorar
Sem saber por que
Ou ter por que chorar.
(26.ago. e 10.set.2026)
CRiga.


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