Meu dedo em riste que ainda insiste
Nem um dia congela
No medo da pressão do ar.
Mas nada me faz mais falta
Do que sentir a falta de alguém.
Aproveita agora
Amanhã teus planos serão tapetes.
Aproveita sempre –
Ontem os teus sonhos
Eram só projetos de computador.
A memória sempre falha, meu amor.
Vamos então trocar a roupa
E sair de noivos na noite nova?
No reduto reciclamos discursos
E só levamos um níquel de reconhecimento.
Recitamos O Capital com arte
Porque a morte é pena capital.
Afinal o que mais valia
Senão viver enganando o não?
Vem pro meu lado
Vem comer um morango mofado
E vestir o sobretudo da desilusão.
CRiga.


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