Quando eu era criança
Aprendi a ler com amor.
As letras, os olhos
Os corpos, as esperas.
E eu nem sabia o que era esperar!
Foi daí que te encontrei
Eu que era perdido e não sabia.
E quando de novo eu me perdia
Eu te lia nas entrelinhas
E de novo me encontrava.
Quando eu sentia dor você nem existia.
Não insistia, não havia cura inventada
Nem passeios de motocicleta.
Mas você veio feito seta na encruzilhada:
Ou acerta ou não te dou nada
Ou me pega pela cintura
Me diz na boca com boca
Que me quer assim tão louca
Tão pronta
Tão solta
Tão tua
Tão crua
Nua
Nuvem de dia ensolarado
Lua cheia pra se perder de amor.
Então vem comigo, sem dor
Me acompanha com teu sorriso lindo
Não pensa em nada, apenas na estrada
Que só caminhando juntos
É a gente mesmo quem faz.
CRiga.


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