Pra que confiar
Se vai amaldiçoar.
Pra que ter
Se quer perder.
Pra que sentir
Se prefere fugir.
Enquanto isso alguém no céu
Raspa uma estrela
E colhe o cristal.
Na jornada o brilho nas mãos
Na terra firme o fogo morto
Da paixão que congelaram.
Assoprou, então, o pó que restou:
Desperdício, desperdício...
CRiga.


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