E o amor onde cabe
Quando a gente ajeita as coisas no lugar?
Só no sótão
Pó no porão.
No cadeado enferrujado do portão
A gente sabe que um dia precisa trocar.
Na mala velha que ainda prefere a viagem
Mas que volta triste ao escuro mofado
Do guarda-roupa remontado.
No caco da última porcelana do casamento
Que escapou por acidente da caixa de papelão.
No porta-retratos novo sobre a velha escrivaninha
Ainda com o recorte da modelo de revista.
No solo final de Confortably Numb
Que o disco riscado nunca deixa terminar.
O amor, quando acaba,
Cabe em qualquer lugar.
CRiga.


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