Perdi o rumo, a carteira e a identidade
A cidade que me tinha
A certeza de que posso te conquistar.
Eu só te sigo nos sinais
Nada mais me interessa.
Ou não – preciso aprender apenas a me negar
Controlar o olhar atento tão fácil
Que tenta te deter em mais uma noite
Enquanto tua falsa distração diz muito sobre mim.
Diluir o desejo selvagem de se encontrar
Nem que seja à base da blasé água com gás.
Eu estou perigosamente voltando
Mais sério, etéreo
Sóbrio, sombrio, sobrando
Transbordando versos que se perdem nas sarjetas.
Eu insisto e procuro no escuro
Dentro da noite sem guia
Apenas um dia que seja novo.
CRiga.

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