sábado, 24 de janeiro de 2026

A vida dá um curta a cada semana

 


Quando eu voltar do futuro
Numa blitz à meia-noite,

Eu não quero olhar para o relógio
Nem me comover parado no tempo
Polindo o cinza de um Fork Ka selvagem
Num dia ensolarado
Numa estrada que tem nome de funil.

Eu não espero a abóbora carruagem
Nem a bicicross cruzando a lua cheia.

Eu já aprendi a superar as tragédias do mar.
Já apunhalei a bruxa velha da Branca de Neve
Dormindo tranquila na cama do meu pai.

Já tive o privilégio de quebrar o vidro caro
Por alguma confusão de amor.

Já falei do vento que te levou.

Já falei do tempo
E de Drummond.

CRiga.




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