sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Uma sexta-feira de verão (Paulista)

 

(foto by Cauê Rigamonti. Se conhece, pode usar)

Aí eu não tropeço, é tudo o que te peço - 
Não me chame à janela
Não me deseje nesta noite de verão.

Ficaria aí pra sempre batendo em teu peito
Meu cheiro com teu seu cheiro
Tua lágrima, minha força.

É que daí me deixo
E o sol que você também precisa
Nunca mais voltaria pra te renovar.

Te ofereço apenas a minha brisa leve
Aquela em que a esperança canta breve
Um ventinho que refresca a noite.

Quanto a mim, não se preocupe - 
Amanhã eu chego lá em Sampa
Do meu jeito, intrometida!

Mas não vou atrapalhar a tua conversa -
Esse rapaz chamado Sol é primo querido.

São todas nossas as tardes lindas
De qualquer sábado ou domingo de sol.

CRiga.






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