quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Teu nome

 


Eu não lembrava, não sabia
Talvez nunca soube um dia
E tudo bem.

Teu novo velho namorado também não lembrava
O jeito certo do tom de chamar o nome.
Aquele pega-certo na cintura
E n’alma aberta pra chamar na chincha.

Eu esqueci, eu não sei, talvez nunca soube.
Mas se me der a senha do teu beijo doce
Eu não esqueço
Eu pronuncio.

Me renuncio até que cessem os nomes todos
Todos os chamados pra amar alguém.
Até lá, de novo e sempre, até as sílabas sibilarem
O fim de um nome que e gente conhece tão bem.

CRiga.




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