“Eu tenho andado tão só”
“Solidão é coisa de quem fica fazendo fita”
De quem imita um poeta decadente
Deixando o perigo passear rente à pele exposta ao tempo
Ao vento – sem casaco tudo bem
Agora sem vontade de se esquentar é demais.
É que falta uma cintura pra puxar contra a tua
Grudar um rosto quente contra o teu
Um beijo simples ou aquele molhado de desejo
De saudade, cumplicidade ou de um “tchau, até mais tarde”.
É muito ruim sentir-se só assim tão largado à medíocre
multidão
Coração às mãos pedindo um cateter de atenção no corredor de
um trem.
Eu ando precisando tanto de abraços, de bom dias
De devolver sorrisos, amar a simplicidade de ser
Cultivar a saudade que inspira os novos dias.
Eu ando sim me sentindo tão só
Só viajando nos clichês.
Mas acho que solidão
Parece mesmo ser o clássico do catálogo mais prato feito
Dessa simples fome de apenas querer viver.
CRiga.


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