Falta-me o aroma de flores selvagens
Espinho de flor no coração
Gota de sangue manchando o papel.
Se apertar o peito é “crec”
Espremer a alma
Não é lágrima que cai.
Inverno, agosto, falta tempo
Uma nova canção, o fogo da paixão
Falta a tempestade me irrigando
Sementes secas gritam socorro.
Amigo é o aroma do asfalto molhado
Mas a estiagem tão cedo já silencia.
Jardim de terra empedrada
Rosa marrom enrugada
Cheirando a velório sem cheiro
Na gaveta emperrada no coração.
Terra árida vira pedra no chão
Eu prefiro chorar solto no cais
A não sentir nada mais.
CRiga.


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