sexta-feira, 30 de maio de 2025


 

NEIL YOUNG - “NEIL YOUNG UNPLUGGED”

 

Outro vinil que adquiri por causa de uma crítica muito elogiosa da revista Bizz. Foi o disco que me abriu a alma ao mestre Neil Young – a partir desse disco, passei a consumir tudo o que podia do cara, que hoje é um dos meus artistas preferidos. 

CRiga.

Da série "Discos que Marcaram".

Silhueta

 

Santa sorte eu ter te encontrado
Nesta esquina, nesta vida, ao meu lado.

Precisaram nem de classificados de jornal
Sinais de fumaça
Mensagens de garrafa perdida. 

Uma busca inquieta pelos becos
Igrejas, macumbas, praias, serras
E fins de mundo.

Num deus que também erra
Num diabo que também ama.

Encontrar-te assim etérea
Às vezes nua envolta à bruma
Às vezes rainha bela medieval.

Ver-te assim tão serena
Às vezes loira, às vezes morena
Um poema de Drummond
Um conto de Caio Fernando Abreu.

Abraçar-te antes do sonho acabar –

Antes dormir pra te encontrar
Que viver
Sem nunca te conhecer.

CRiga.



quinta-feira, 29 de maio de 2025


 

THE COWBOY JUNKIES - “LAY IT DOWN”

 


Meu debut em Cowboy Junkies, hoje uma de minhas bandas preferidas. Não me lembro ao certo por que comprei o CD, mas foi amor à primeira ouvida! Um pop-folk lindo que eu nunca tinha experimentado em meus gostos rock and roll e alternativo. E a Margot, como canta! 

CRiga.

Da série "Discos que Marcaram".

Um velho casaco de outono

 

Expectativas se esvaem docemente
Tão rapidamente.

Há um amargo no algodão-doce que nas nuvens correm ventos uivantes
Véus de noiva morta sufocando um tísico verão.

Há alguém que sempre insiste.
Triste é o romance seco nos lábios que se machuca num sorriso.

Cafetão traiçoeiro da vingança...
Vai marcar-te face a face
Lâmina gelada num vento cortante.

A cada noite a boca preta te dá mais estrelas
Cadentes e satélites.
Sorri melancólica te sussurrando na nuca
Aquele esquecido segredo de guarda-roupas.

CRiga.