quarta-feira, 28 de maio de 2025

THE CURE - “BLOODFLOWERS”

 


Até então, eu curtia muito The Cure, mas esse CD que o amigo jornalista Marcos Vicente levava ao fechamento às quintas-feiras do Jornal Notícias, em Barueri, me arrebatou de uma forma tão intensa que passei a idolatrar a banda. E o disco, claro. 

CRiga.

Da série "Discos que Marcaram".


Um outono sem conspirações

 

O outono e sua faca cortante de ódio contido.

Frio seco feito lâmina na cara que encara o caminho
Um doce crime licor de ácido na boca da noite.

Céu de estrelas atrás da fumaça
A feia urbanidade vira poesia.

O dia uma boba fuga prum café subversivo na esquina do beco.
E com a ex-secretária do velho partido
Tramar revoluções embaixo dos cobertores.

O outono e sua face de sensações contra o sentido da areia da ampulheta.

Violeta murcha, rosa que não a vermelha.
Dor no peito que não o sangue da autoritária bala de borracha.

Estanque o desejo!
Guarde o frio seco quase sangrento
No fio da faca do vento.

O outono e seu eterno vinho pela metade
Escondido embaixo do casaco da cidade.
Já não somos mais tão jovens
E não temos mais tantas conspirações.

O outono agora é só a impressão da tola importância que demos às boinas
Aos cadernos nos bares e suas poéticas revoluções.

O outono e sua faca cortante de tantas desilusões.

CRiga.



segunda-feira, 26 de maio de 2025


 

THE JESUS AND MARY CHAIN - “DARKLANDS”

 

Na onda do “Honey’s Dead”, fui atrás dos discos restantes do J&MC. Confesso que esse achei “levinho”, como acabei lendo numa crítica depois sobre o disco. Mas ouvindo atentamente, papo furado – pode até ser “melodioso demais”, mas tem uma baita guitarraiada pesada. O segundo que mais gosto dos caras.

CRiga.

Da série "Discos que Marcaram".


Pelé contra a redenção

 


Já fiz gol contra que não valeu.
Já fiz gol de mão na prorrogação.

Só falta o goleiro fingir que não viu
Meu milésimo pedido de perdão.

CRiga.


sexta-feira, 23 de maio de 2025


 

THE JESUS AND MARY CHAIN - “HONEY’S DEAD”

 

Meu debut com JM&C. Eu era assinante da Bizz, e li a boa crítica que o disco recebeu. Comprei o vinil em junho de 1992, e o curioso é que eu estava de viagem marcada para a casa da minha prima Jaqueline, em Pinhalzinho. Levei e ouvi no 3 em 1 da Phillips dela, lindão. Pirei na banda! 

CRiga.

Da série "Discos que Marcaram".