CRiga.
CRiga.
A vida te dá
o sinal que vai cobrar.
O sino vai tocar,
dobrar a aposta.
O trem
certamente vai partir um coração.
Eu me meto
num metrô pra te encontrar.
Me meto na tua
vida no dia da mudança.
O trem sempre
alcança quem espera.
Dá um sinal
de vida, um final de noite.
Um toque na
rede social? Abraça!
Meu trem vai
direto ao desejo da caça.
Meu desejo de
verdade
é que a
validade do teu voucher de volta
caia no dia da
notícia do trem que parou:
alguém que se
matou nos trilhos
esperando por
amor.
CRiga.
O ócio é o
negócio,
o que era
música final
virou o coro
da introdução.
Maria não é
nada fedida,
tem aroma de
hera verde
muito mais
sábia que você.
O dócil se
conforta em sua loucura,
não
enlouquece e não leva ninguém junto –
ninguém
merece mesmo aquela sua sanidade.
A Maria
Fumaça é guiada por Joana
na viagem pra
Santa Paz.
Só me espera
que tenho medo
de ficar
sozinho na estação.
CRiga.
Coração às
vezes descompassa no pânico.
Sistema
binário agora
é só uma
questão –
morrer ou
sobreviver.
Então um bom médico
nerd
receita o
remédio que reconecta
aqueles seus
neurônios desgastados.
Algoritmo
agora
é o rito do
tomar a pílula.
CRiga.
Correr de volta o teu caminho
margaridas na calçada.
CRiga.