sábado, 26 de abril de 2025

Corações partidos

 

Despejaram-me
Água morta no ralo da indiferença.

Bloquearam-me
Com passaporte à sorte da fronteira.

Derrubaram-me
Sem capacete da moto em alta velocidade.

Deixaram-me
Sonolento na cama da vingança de carnaval.

Quando havia mãos dadas
Eu era castelo do Forte.

Quando se viraram em adeus
Virei castelo de areia.

Escorri entre teus dedos
Minhas artérias congelaram.

Você não viu
Mas eu morri nadando até você.

CRiga.



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