quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Melodrama

 


Eu queria, podia
Te dar aquelas flores.

Mas nada mais me resta
A não ser a festa do meu silêncio
Sempre te dizendo adeus.

À sua procura
Visitei túmulos de poetas que morreram jovens
As costas nuas nas paredes úmidas das tavernas.

Fui ao diabo com flores e dores de amor
Ele sorriu e abriu o portão pra eu voltar.

Eu te daria flores, eu queria
Poder ser triste pra ser sincero um dia.

Eu ainda espero estatelado sentado à calçada
Com aquela margarida
Naquela rua se essa rua fosse agora
Fosse minha, fosse nossa.

CRiga.




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