Eu queria, podia
Te dar aquelas flores.
Mas nada mais me resta
A não ser a festa do meu silêncio
Sempre te dizendo adeus.
À sua procura
Visitei túmulos de poetas que morreram jovens
As costas nuas nas paredes úmidas das tavernas.
Fui ao diabo com flores e dores de amor
Ele sorriu e abriu o portão pra eu voltar.
Eu te daria flores, eu queria
Poder ser triste pra ser sincero um dia.
Eu ainda espero estatelado sentado à calçada
Com aquela margarida
Naquela rua se essa rua fosse agora
Fosse minha, fosse nossa.
CRiga.


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