Signo às coisas
Rumo ao espírito
Corpos aos desejos
Independência ao caminho
Amnésia à dependência
Música à sem-gracisse
Quadros às paredes
Verdade posta à mesa
Um sorriso singelo
Amarelo então que seja.
CRiga.
Signo às coisas
Rumo ao espírito
Corpos aos desejos
Independência ao caminho
Amnésia à dependência
Música à sem-gracisse
Quadros às paredes
Verdade posta à mesa
Um sorriso singelo
Amarelo então que seja.
CRiga.
O que me dói
Não é a tua ausência.
É remover diariamente o pó de sempre
Dos cantos desse apartamento moribundo
E nem ali eu conseguir me encontrar.
Não é apostar abrigo
Em rasas possibilidades.
É este caminhar num silêncio profundo
Enquanto o mundo nega me devolver
A minha rima, ainda que quebrada
Numa esquina de noite qualquer.
O que me dói é a minha ausência
Minha falta de paciência
De parar e escrever um verso
Que não seja por você.
CRiga.