Desmofando Morangos

Cauê Rigamonti

sábado, 23 de maio de 2026

Mudança

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  E o amor onde cabe Quando a gente ajeita as coisas no lugar? Só no sótão Pó no porão. No cadeado enferrujado do portão A gente sabe qu...
domingo, 17 de maio de 2026

Presença

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  Fotografa então o meu espírito desbotado E empresta um pouco do teu talento À minha segunda-feira sem cor. Meu domingo sem nenhuma dor Min...
sábado, 16 de maio de 2026

Questão de ter o que escolher

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  O importante é poder mudar os planos Bem no meio da trajetória de um dia, Do que não ter planos Nem trajetória Nem dia. CRiga.
sexta-feira, 15 de maio de 2026

Um conformar-se na amiga angústia

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  Sim, não me sento no trono de um apartamento. Não, eu não tenho tempo pra saber se aguento. Já aviso – sem tempo e sem porque Você sabe ...
segunda-feira, 11 de maio de 2026

Um domingo de frente fria

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  Sei que você veio até aqui Espiar com uma desculpa de “coisas pra devolver” Na boba esperança de me ver. Num domingo de chuva anunciando...
sexta-feira, 8 de maio de 2026

“No tempo da maldade, acho que a gente nem tinha nascido” *

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  Até aprender que noite nenhuma mais me derruba Que você não passa mais por esta rua Que não adianta vagar de bar em bar Cruzar a cidade pr...
quinta-feira, 7 de maio de 2026

Um joguete

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  Perdi o rumo, a carteira e a identidade A cidade que me tinha A certeza de que posso te conquistar. Eu só te sigo nos sinais Nada mais m...
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Jornalista, poeta e escritor

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Desmofando Morangos - Cauê Rigamonti
Desmofando Morangos apresenta estas frutilhas prosas e poéticas – e outras pedradas mais – de minha autoria. Apesar do título em clara homenagem a Caio Fernando Abreu, há um desfile por estilos e sentidos, com personagens de psique duvidosa, porém romântica aos seus jeitos. Há ficção e confissão, há flores e críticas sociais. Desmofando reúne textos novos e outros de 30 e poucos anos de necessários devaneios, originários de cadernos azuis que trilharam bares, festas e quartos escuros do fim da adolescência e da juventude. Um legado, largado no escuro. No futuro, dirão: “ele tinha um grande amor”. Tenho vários. Ou: “ele tinha um grande segredo”. Tenho vários, também. Não há nada a se descobrir assim – entrelinhas, escolas de modernismo, entrevista com amigos e parentes. Há apenas palavras. Pontos. Vírgulas. E uma vontade louca, porém consciente, de inflamar a alma novamente, sempre, para que ela se lembre de vez quem é, de quem é. Aqui apenas deixo a forma – a alma é o meu quarto escuro, por favor, entre, mas mantenha a meia-luz...
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